Toda implantação de solda ultrassônica passa pelas mesmas perguntas iniciais: qual frequência usar, como começar o set-up, qual perfil de junta escolher, como evitar flash e o que registrar no ciclo para ter rastreabilidade. 

Esta seção nasce dessas dúvidas recorrentes e entrega respostas diretas, com linguagem acessível para operadores, projetistas e compras, sempre apontando para as páginas detalhadas quando for preciso se aprofundar. 

A ideia é encurtar a curva de aprendizado e padronizar decisões básicas, mantendo a técnica no centro das escolhas. 

1) O que é solda ultrassônica em plásticos?

É a união de termoplásticos por vibração de alta frequência sob pressão. A vibração vira calor localizado na interface da junta, o material amolece e, no tempo de fixação, a junta solidifica. É um processo rápido, limpo e repetível. (Ver fundamentos em /guias/fundamentos.) 

Gerador, transdutor, transformador acústico e sonotrodo, além do berço que apoia a peça. O gerador controla tempo, energia, potência e altura em modelos avançados. 

20 kHz trabalha com amplitudes maiores e costuma atender áreas de solda maiores; 35 kHz vibra “mais fino”, útil em peças delicadas e áreas menores, com marcas potencialmente menores quando o processo é bem ajustado. 

É um trilho triangular na interface da junta que concentra a energia para iniciar a fusão rápido e de forma controlada. É muito comum em materiais amorfos; para semicristalinos, muitas vezes opta-se por cisalhamento para estanqueidade alta. 

É uma geometria que cria trava geométrica e promove estanqueidade superior, muito usada com semicristalinos (PP/PA/POM). Exige tolerâncias mais justas e bom alinhamento do berço. 

Tempo, energia (encerra por energia acumulada), potência/limites (pico ou limite) e 

altura/colapso (encerra por deslocamento). Combinar energia + limites ou altura + limites eleva a repetibilidade e a proteção do processo. 

Defina perfil de junta adequado, escolha amplitude central para a frequência (ex.: 20 kHz geralmente usa amplitudes maiores que 35 kHz), aplique força moderada, tempo inicial médio e evolua medindo energia e altura. Para amorfos, direcionador é ótima partida; para semicristalinos, avalie cisalhamento. Sempre busque orientação de especialistas para começar novos projetos. 

Pode ser amplitude/tempo/força baixos, perfil inadequado, apoio distante da junta, conjunto de solda sujo/solto ou material difícil. Ajuste parâmetros, revise perfil e berço, e alinhe o conjunto de solda (limpeza/torque). 

Reduza gradualmente amplitude/tempo/força, use step joint/canal de alívio, melhore apoio e paralelismo do berço e ajuste o direcionador (tamanho/ângulo/posição). 

Verifique aperto/limpeza no conjunto de solda, trincas no sonotrodo/conjunto de solda, berço flexível. Em caso de dúvidas entre em contato com o fabricante. 

Sim, selagem ultrassônica aplica energia apenas na linha de selagem, mantendo o entorno mais frio — muito usada em embalagens e têxteis. Benefícios incluem velocidade e consistência. 

Sim. Há reduções significativas de consumo, porque só há potência durante a solda e a energia é muito localizada na junta. Avaliar caso a caso, mas a literatura destaca ganhos de eficiência. 

Priorize pares iguais (ABS–ABS, PP–PP) ou blendas compatíveis (PC–ABS). Materiais muito diferentes geralmente precisam de camadas intermediárias ou outra solução (rebitagem/inserção). Em semicristalinos, cisalhamento costuma entregar melhor estanqueidade. Sempre consulte a compatibilidade de materiais antes de iniciar um projeto. 

Rebitagem: deformar um pino plástico por vibração/pressão, criando cabeça de travamento. Inserção: embutir inserto metálico no termoplástico por fusão localizada. Úteis quando não se deseja soldar superfícies ou quando os materiais são incompatíveis. 

Manter faces limpas, parafusos com torque correto, inspeção de trincas/desgaste, berço íntegro e rotinas de registro (curvas, energia, altura). Sinais de risco: overload frequente, marcas anormais na face do sonotrodo, variação grande de energia/altura entre ciclos. 

Sim. Geradores modernos permitem I/O, leitura de curvas e uso de receitas e limites para liberar/rejeitar. Isso melhora a repetibilidade e facilita auditorias. 

Sonitron
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