fundamentos

 A solda ultrassônica chegou à indústria nos anos 1960, quando geradores de alta frequência e elementos piezoelétricos passaram a converter energia elétrica em vibração controlada para unir termoplásticos. 

A “virada” desse método foi aquecer apenas a junta, reduzindo esforço térmico no restante da peça e encurtando drasticamente o tempo de ciclo. Desde então, a prática mostrou que três ideias sustentam quase todas as decisões: (1) ressonância do conjunto (ex.: 20 ou 35 kHz) para transformar energia com eficiência; (2) concentração de energia por meio do perfil de junta (direcionador de energia, cisalhamento etc.); e (3) equilíbrio entre amplitude, força e tempo/energia, seguido de um tempo de fixação suficiente para consolidar. 

Esta página parte desse pano de fundo histórico e conceitual para alinhar terminologia e preparar o leitor para as escolhas que virão nas demais seções (materiais, componentes e processo). 

O objetivo é simples: dar uma base comum, objetiva e prática, para que engenharia, produção e qualidade falem a mesma língua quando o assunto é solda ultrassônica. 

À medida que os termoplásticos ganharam espaço na manufatura, ficou evidente que morfologia (amorfos × semicristalinos), química e aditivos definem como a energia ultrassônica se dissipa e onde a fusão começa. 

Amorfos (ABS, PC, PMMA, PS) costumam oferecer janela de processo mais ampla, enquanto semicristalinos (PP, PE, PA, POM, PET/PBT) pedem controle mais fino e, muitas vezes, geometrias de junta específicas para garantir estanqueidade e repetibilidade. 

Esta página apresenta esse “mapa mental” de materiais com foco prático: como avaliar compatibilidade entre polímeros, o impacto de fibra de vidro e cargas, quando preferir direcionador e quando migrar para cisalhamento, e em que casos faz sentido optar por rebitagem ou inserção ultrassônica em vez de soldar superfícies. 

A intenção é que você chegue ao laboratório ou à linha já com hipóteses sólidas e pontos de partida realistas para o primeiro set-up. 

Sonitron
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